O que é Blacklist – Saiba como funcionam

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São as listas com aqueles que mais praticam spam.

No entanto, alguns remetentes legítimos acabam caindo nessas listas por erros básicos.

Saiba o que fazer para evitar essa situação.


Uma prática que detém os abusos


Blacklists são criadas tanto por grandes empresas do setor de internet quanto por iniciativas independentes que visam o combate ao spam.

O acesso a estas listas pode ser cobrado ou oferecido gratuitamente.

A princípio, qualquer um pode criar sua própria blacklist, combinando dados de várias listas públicas, bem como os dados de suas próprias redes, para determinar a credibilidade e a reputação de um determinado remetente.

É importante ressaltar que os provedores de blacklist não são os únicos responsáveis por causar bloqueios;  a inclusão dos remetentes nas blacklists geralmente ocorre por má qualidade de listas de contatos e por denúncias de quem recebeu o e-mail.


O funcionamento básico de uma blacklist


Existe um número máximo de notificações de spam e listagem em blacklists que são tolerados pelos provedores de e-mail. Estas notificações de spam, também chamadas de relatórios, normalmente utilizam e-mails isca chamados spamtraps.

E como surge um spamtrap?

Lembra daquele e-mail que você tinha há uns 5 anos atrás e nunca mais usou? Este e-mail pode ser reativado pelo provedor para se comportar como uma isca para spammers.  Quem realizar envios para esse e-mail é pego na armadilha e cai na Blacklist. Então, definitivamente, não é uma boa ideia usar listas antigas…


Miaw Spam!!

Spamtrap é uma armadilha para pegar quem faz spam – Veja como funcionou bem com o Frajola.


Spamtraps funcionam como um alarme de segurança para o provedor, indicando que um certo remetente está enviando e-mail não solicitado.


Estas contas  spamtraps são minuciosamente monitoradas e, quando o provedor recebe um determinado número de e-mails neste endereço fictício, o domínio e IP do e-mail do remetente são guardados e adicionados a uma blacklist de e-mail.

O provedor de e-mail se utilizará desta informação para determinar a reputação de cada remetente que enviará e-mails a ele novamente.


Esclarecendo mais alguns termos:


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Endereço IP:
O endereço IP está para a internet assim como o Código Postal está para os correios. Eles representam o endereço de um dispositivo na rede mundial.

Domínio:
São nomes informais dos dispositivos na internet, que assim como os nomes de ruas e avenidas, servem para facilitar a identificação de um local. Domínios representam endereços IPs ou tecnicamente falando, apontam para IPs.

Blackhole:
Pode ser traduzido como “buraco negro”. É uma expressão que se refere a um tráfego de dados que é capturado e não é enviado ou repassado adiante.

URI:
É a forma padrão de localizar um recurso (arquivo, serviço, mídia) na internet ou no seu próprio computador.

ex:
http://example.org/absolute/URI/with/absolute/path/to/resource.txt file:////home/example/example.org/resource.txt


Tipos de Blacklists


Existem atualmente dois tipos de blacklists: as Unified Resource Identifier Blocklist (URI DNSBL)  e  as Realtime Blackhole List (RBL or IP DNSBL)


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As Real-time Blackhole Lists (RBL) e DNS-based Blackhole Lists (DNSBL), são listas com ips e domínios bloqueados e são atualizadas em tempo real.
Dados do cabeçalho da mensagem de e-mail, como o remetente utilizado, e a infraestrura de onde se originou o envio, são analisados através desse tipo de lista.

Além de identificar os Spammers, este tipo de lista serve para que os provedores de e-mail também possam verificar se o responsável pelo envio da mensagem permite irregularidades, como por exemplo, os open relays, onde qualquer um que se conecta pode enviar e-mails a partir de sua estrutura, ou ainda os que permitem falsificar remetentes utilizando um e-mail que não faz parte do seu domínio.



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A URI DNSBL lista os nomes de domínios e às vezes também os endereços IP que são encontrados nos links “clicáveis” e nas imagens contidas no corpo dos spams, mas que não são normalmente encontrados nas mensagens legítimas.

É uma proteção que ajuda muito em casos em que o spammer mudou para um novo IP ou domínio que ainda não foi listado em RBLS.


Seu IP ou Domínio foi bloqueado, e agora?


Quando o remetente que você usa é bloqueado de alguma forma, você deve solicitar a remoção imediatamente ao órgão ou empresa responsável pela lista.

No entanto, fazer isso repetidamente pode causar problemas de reputação, e quem gerencia estas listas vai passar a ignorar seus pedidos de remoção.

Antes de mais nada , é necessário tomar medidas que eliminem as causas do bloqueio, e só depois pedir pela remoção do seu IP ou domínio de uma blacklist.



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E o que pode acontecer?


Quando o seu IP ou Domínio cai nessas listas, suas mensagens podem não ser mais aceitas em diversos provedores de e-mail por um período.

Se o serviço que você oferece depende do envio por e-mail de faturas de pagamento ou e-mails transacionais, esta é uma situação muito ruim, e certamente causará prejuízos.

Dependendo da entidade que gerencia a lista de bloqueio, a liberação pode demorar vários dias…



3 medidas obrigatórias para evitar os bloqueios dos seus envios de e-mail


Nossa dica é que siga essas recomendações básicas para tratar a situação caso ela aconteça, mas sobretudo para evitá-la, se possível:


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1) Configure SPF e DKIM corretamente:

O SPF é uma tecnologia que visa combater o envio não autorizado de mensagens em nome de um determinado domínio e o DKIM usa uma estrutura de chave pública, para garantir a autenticidade do seu remetente.

Confira o material do blog sobre o assunto:
A importância do SPF, CNAME e DKIM na entrega de seus e-mails
Por que meu e-mail chegou como spam?



Badge_of_the_Sheriff_of_Los_Angeles_County,_California[1].fw-min


2) Também tenha o DMARC

Com a configuração correta do DMARC, é muito mais simples e eficaz, determinar se uma mensagem é legitimamente enviada a partir de um suposto remetente; mas não apenas isso: DMARC permite definir o que fazer se a mensagem realmente não for do remetente. 

Confira o material do blog sobre o assunto:
DMARC – Saiba porque é importante configurar
Postmaster Tools



3) NUNCA, JAMAIS compre listas de contatos. Nem use listas de outros.



Tenha sua própria base. O envio de e-mail a quem não o solicitou é prática de spam. Logo, a compra de listas já é considerada spam, pois você estará enviando para contatos que nem se sabe se existem, pois eles podem ter se tornado SPAMTRAP e você não tem como saber se são contatos válidos. 

Confira o material do blog sobre o assunto:
Comprar listas: você está fazendo isso errado
Aprenda a captar contatos para a sua base
Como criar e manter uma base ideal de contatos?
Engajamento de contatos e a entregabilidade



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Dica Bônus:


Verifique de fato a situação: use periodicamente ferramentas como o multirbl.valli.org para detectar se seu domínio ou IP está em blacklist, acesse aqui.


Até a próxima dica 😉


Por Francis Fussiger – Analista de Marketing Digital

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